Eternamente, no limiar da espiral me provoco e à vertigem de repetir as alturas. Oscilo, e caem de mim as folhas que taparão, eixo abaixo, o centro da terra. A desorientação entranha-se nos ares que inalo, árvore abandonada. Podada a conquista do tempo, multiplica-se cada segundo uma míriade de invasões, rasto arenoso de tempestade, e a floresta vista de cima tinge-se confusa de limalha de rocha. O vôo é um músculo violentado pela asa, um abraço maior que o seu diâmetro. Famílias inteiras são laços quebrados, projectadas para o longe antes sequer de constituídas. Perde-se aos poucos a pertinência das frases, e os sentidos ressentidos não mais se enamoram do afim, escondidas as flores almadas no canteiro visual, seu disfarce múltiplo murchando, varanda que definha por ser arquitectura antes da casa. Escorre tinta velha, a frântica erosão rasgando-a.
Assim se despedaça o ambicioso apogeu aéreo, Ícaro após Natureza (incompleta, clareiras).